Por que choramos ao cortar cebola? Descontraída, bióloga desvenda 'mistérios' da ciência e faz sucesso nas redes
03/09/2026
(Foto: Reprodução) Por que choramos ao cortar cebola? Descontraída, bióloga desvenda 'mistérios' da ciência e
Por que o cheiro de chuva é tão gostoso? Por que choramos quando cortamos cebola? E por que basta ver alguém bocejando para bocejarmos também?
São perguntas simples, que fazem parte do dia a dia, mas nem sempre encontram espaço para respostas nas aulas tradicionais de ciências. Foi justamente o interesse por essas pequenas descobertas que levou a bióloga Maitê Almeida, de 33 anos, a transformar dúvidas comuns em conteúdo para a internet.
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Bióloga mineira Maitê Almeida usa redes sociais para ensinar ciência de forma descomplicada
Arquivo Pessoal
No Dia do Biólogo, celebrado em 3 de setembro, o g1 conversou com a especialista mineira sobre a produção de conteúdo científico nas redes sociais e a forma que ela encontrou para explicar fenômenos presentes no cotidiano.
Ciência descomplicada e curiosa
Natural de Muriaé, Maitê é formada em Biologia pela Faculdade Santa Marcelina. Atualmente, trabalha como professora particular, técnica em enfermagem e coordenadora do Ambulatório de Nefrologia do Hospital Universitário da Universidade Federal de Juiz de Fora (HU-UFJF).
A ideia de produzir vídeos, no entanto, começou de um jeito diferente. No trabalho, os amigos sempre a incentivavam a criar conteúdos de comédia para a internet. Ela até gostava da sugestão, mas uma pergunta sempre vinha à cabeça:
“Como eu posso contribuir com isso?”, pensava.
A resposta veio quando percebeu que poderia juntar a comunicação com outra característica que sempre fez parte da vida dela: a vontade de entender como as coisas funcionam. Assim nasceu a ideia de levar a ciência para as redes.
Bióloga mineira Maitê Almeida usa redes sociais para ensinar ciência de forma descomplicada
Arquivo Pessoal
No início deste ano, Maitê começou a se preparar para colocar o projeto em prática.
“Tomei coragem, comecei a me organizar para comprar microscópio e cenário”, contou.
E o microscópio logo virou um dos principais instrumentos para transformar a ideia em algo que pudesse ser visto.
Maitê passou a gravar vídeos observando diferentes materiais e mostrando ao público o que existe por dentro de coisas aparentemente comuns.
Já passaram pelas lentes do equipamento limão mofado, cebola, espermatozoides, cabelo e até sangue.
A proposta é justamente despertar o interesse a partir do que está ao alcance dos olhos. Em vez de começar por conceitos complexos, ela parte de situações conhecidas para explicar fenômenos da natureza, o funcionamento do corpo humano, animais e outros assuntos.
Os assuntos aparecem de várias maneiras. Alguns surgem enquanto Maitê está no dia a dia e percebe algo que gostaria de entender melhor. Outros chegam diretamente de quem acompanha o trabalho dela.
“Os temas eu sempre vou anotando quando vêm à cabeça. Sempre me mandam perguntas no Instagram e no trabalho”, contou.
'Produzo todo o conteúdo sozinha'
Por trás dos vídeos, existe também um trabalho que vai muito além de simplesmente apertar o botão de gravar.
"Escrevo os roteiros, pesquiso os assuntos, preparo o cenário, coloco para gravar e edito. Produzo todo o conteúdo sozinha'.
O retorno, segundo ela, tem sido melhor do que imaginava. Antes de começar, Maitê chegou a conversar com a terapeuta sobre os possíveis desafios de se expor na internet.
“Não sabia se estava pronta para receber racismo e transfobia. Mas acabei ganhando o contrário! Cada mensagem que recebo já faz eu ganhar o dia!”, contou.
Entre uma pergunta sobre cebola, uma amostra observada ao microscópio e uma explicação sobre o corpo humano, Maitê encontrou uma maneira própria de falar sobre ciência: com linguagem simples, recursos visuais e assuntos que despertam a atenção justamente por fazerem parte da vida de quem está do outro lado da tela.
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